Análise

Jogo de empilhar blocos 3D: Trimora me levou ao andar 52

Um toque, uma laje e o que passa da borda cai. Um panda de patas gordinhas e uma torre bem alta.

Capa oficial do Trimora

As regras inteiras deste jogo de empilhar blocos 3D cabem num post-it: uma laje desliza de um lado pro outro em cima de uma torre, você clica uma vez e tudo o que passa da borda despenca no vazio. Esse é o Trimora. Parece coisa de pausa pro café, até a torre estar no andar 30, o céu ter virado roxo e o café ter esfriado.

Eu queria ver o céu mudar lá em cima, e pata de panda não foi feita pra apertar Espaço com precisão: a minha tem o tamanho de um prato e só conhece dois estilos, cedo demais e tarde demais. Mesmo assim minha torre chegou a 52 andares, e todo número deste texto (andares, perfeitos, sequências, segundos) eu li na tela ou contei nas minhas próprias patas.

Sim, o Trimora é da Polar Games e eu visto a camisa do estúdio, então torcer é meu modo padrão. Vou apontar também o que me incomodou um pouquinho. Se você procura um jogo de torre de blocos pra abrir no navegador e jogar agora, em português, inglês ou espanhol, continue aqui.

Jogar Trimora

Trimora: um jogo de empilhar blocos 3D com um verbo só

O estúdio chama de arcade 3D de empilhar, e bate com o que eu vi. Uma base cor de creme, uma laje flutuando em cima e um número no alto da tela que conta os andares. A laje desliza sobre a torre, você clica, ela cai, e o pedaço que pousa fica. O que sobra pra fora é cortado e despenca, e a laje seguinte já vem do tamanho exato do que você conservou.

Tela inicial do Trimora com uma torre pequena à esquerda, o botão Jogar, os botões Ranking e Recordes e o seletor de idioma EN PT ES

PolarzinhoEssa torrezinha do menu parece bolo de aniversário recém-montado. Eu olhei, olhei e pensei: coitada, não sabe o que vem aí.

A tela inicial: torre de demonstração, Jogar, Ranking, Recordes e idiomas.

Numa carga nova aparece primeiro uma tela com Clique para começar, depois o menu. Apertei Jogar. Nada pra instalar: rodou numa aba comum do navegador e não pediu conta. Joguei em inglês e depois troquei pra português e espanhol só pra conferir os textos, então os avisos que cito são os do português.

Como jogar Trimora: o ritual de tocar e cortar, passo a passo

Os controles cabem numa frase, e o jogo escreve ela na tela: clique, ou aperte Espaço, para soltar a laje. Enter também funciona. O estúdio lista toque no celular, mas eu só usei o navegador do computador, então essa parte fica na palavra deles. Não tem cronômetro: deixei a primeira laje passeando por vários segundos e o jogo simplesmente esperou.

  1. Aperte Jogar e dê um segundo pra primeira laje aparecer em cima da base.
  2. Clique ou aperte Espaço quando a laje estiver bem em cima da torre. Ela cai no lugar.
  3. O que passa da borda é cortado e despenca. O que sobrou vira o seu novo topo.
  4. Repita. As lajes se revezam entre as duas bordas da torre. Erre a torre por completo e a partida acaba.
A primeira laje de uma partida de Trimora entrando pela esquerda sobre a base cor de creme, com a frase Clique, ou aperte Espaço, para soltar a laje

PolarzinhoPrimeira laje, placar zero, e minha pata já suando no Espaço. Panda nervoso por antecipação, bem típico.

Laje número um, entrando, com a frase de como jogar.

Toque, corte, arrependimento: o que acontece quando você erra por pouco

Aqui mora o coração do jogo. O Trimora não castiga um clique atrasado com fim de jogo. Castiga com geometria. Se a laje estiver uns dois dedos pra direita, a sobreposição fica, o excesso cai pelo lado como uma tira solta e a torre fica mais fina. A próxima laje já nasce no tamanho menor, então o alvo vai encolhendo até a torre virar quase uma régua.

Uma torre no andar 6 com uma tira cortada caindo pela esquerda e a próxima laje entrando pela direita

PolarzinhoEssa tira despencando é meu orgulho indo embora em prestações. E ainda tem sombra. Que capricho.

Andar 6: um encaixe desleixado deixa uma tira caindo.

O que conta como encaixe perfeito?

Um encaixe perfeito mantém a laje inteira e não corta nada. Pelas minhas contas, um clique errado por uns sete pixels numa tela full HD ainda valia perfeito, e por uns nove pixels já não valia. Errou por um fio e o jogo mostra Quase e raspa uma fatia fininha.

Uma torre no andar 13 cujo topo virou uma faixa estreita, com uma laje azul fina pairando à esquerda

PolarzinhoTreze andares e minha torre virou um palito de churrasco. Ainda de pé, ainda se achando.

Andar 13 após vários erros de propósito: faixa estreita.

Sequência de perfeitos: torre mais larga e um terraço a cada oito andares

Emende encaixes perfeitos e aparece um selinho embaixo do placar: ×3, ×4, ×13. Ele surge a partir de dois seguidos. Enquanto a sequência está viva, os números do placar ficam vermelho-quente e anéis brilhantes pulsam da laje de cima. Não é multiplicador, porque o placar é só o número de andares. É um contador de sequência, e ele tem uma função.

Três perfeitos e a torre engorda de volta

Depois de três perfeitos seguidos o jogo mostra Mais larga e devolve uma fatia pequena, mas visível, de largura. Não conserta um desastre sozinho, mas é um kit de reparo que dá pra ganhar.

Terraços: um respiro a cada oito andares

A cada oito andares, se a torre perdeu largura, aparece o aviso de terraço e o topo alarga de novo, até o tamanho da base e não mais. Vi no andar 8, onde minha torre emagrecida voltou visivelmente gordinha, tipo ganhar um pão de queijo no meio da maratona.

Uma torre no andar 13 com o selo ×13 da sequência embaixo do placar, anéis brilhantes em volta da laje de cima e uma laje azul pairando

Polarzinho×13! Olha esses anéis. A torre tá se aplaudindo de pé, e olha, merece.

Andar 13, sequência de 13: selo ×13 e anéis pulsando.

Subindo a torre: céus, cores e uma varredura que acelera de mansinho

Os primeiros andares parecem um bolo pastel: céu marfim, sombras macias, lajes coral e laranja. Depois a cor escorrega por amarelo, verde, turquesa, azul e violeta até o rosa, e uma torre alta vira arco-íris. Por volta do andar 9 raios dourados cruzam o céu, e no 18 ele já está rosado.

Uma torre alta de lajes coloridas no andar 25 contra um céu de entardecer lilás e rosa

PolarzinhoAndar 25 e o céu virou aquele fim de tarde que dá vontade de sentar no chão e ficar olhando. A torre? Um pote de balas coloridas empilhadas.

Andar 25: entardecer lilás e rosa sobre um arco-íris de andares.

No andar 34 as primeiras estrelas já aparecem de verdade, e nos andares 41 e 48 o céu está escuro, com estrelas pra todo lado e faixas suaves de luz atrás da torre.

Uma torre muito alta no andar 48 contra um céu noturno com estrelas e faixas suaves de luz, enquanto a próxima laje entra pela esquerda

PolarzinhoNoite estrelada atrás de uma pilha de lajes de todas as cores. Eu não digo que chorei. Digo que tem um panda aqui enxugando o olho na pata.

Andar 48: céu noturno com estrelas.

Fica mais rápido?

Fica, mas com educação. Pelas minhas contas, no começo a laje leva uns três segundos pra atravessar. Perto do andar 50 já é mais perto de dois. No meio do caminho ela acelera em degraus pequenos, uma marcha a cada dez andares mais ou menos, com um salto maior depois do 40. Não existe muro. O que acaba as partidas longas não é a velocidade pura, é uma torre que vinha afinando há um tempo.

Fim de jogo, tela de resultado e meu diário de partidas

Partida 1: 18 andares e uma batida planejada

Encare as duas partidas como um passeio, não como um ranking. Na primeira, errei de propósito em alguns andares entre o 6 e o 12 só pra ver como é falhar. No andar 18 encerrei com um clique que passou longe da torre. A tela mostrou Pontos 18, Novo recorde, Perfeitos 11 e Sequência 3.

Partida 2: 52 andares com dois deslizes planejados

Aqui as patas se comportaram, fora dois deslizes de propósito por volta dos andares 20 e 29. No 52 puxei a tomada com uma falha planejada. Não perdi, eu só queria a tela de resultado: Pontos 52, Perfeitos 50 e Sequência 22.

Tela de resultado do Trimora: Pontos 52, Novo recorde, Perfeitos 50 e Sequência 22, com a torre arco-íris inteira à vista e o botão Jogar de novo

PolarzinhoNo fim a câmera se afasta pra você admirar a torre. A minha torre, feita com estas patas. Foi simpático o jogo me deixar posar do lado dela.

Depois do andar 52: Pontos 52, Novo recorde, Perfeitos 50, Sequência 22.

A tela de resultado é arrumadinha: os pontos, uma etiqueta de Novo recorde, encaixes perfeitos e maior sequência, em que posição a partida ficou, depois Jogar de novo, Ranking e Compartilhar.

Dicas de Trimora: como empilhar mais alto sem chorar

Tudo aqui vem das sessões, as desleixadas inclusive.

1. Mire na laje de cima, não na base

Depois de um corte, a laje de cima pode ficar fora do centro da base. O alvo é a laje que você está vendo agora, não o meio da torre.

2. Conserte com perfeitos

Três perfeitos seguidos devolvem uma fatia de largura, e os terraços dos andares 8, 16, 24 e por aí vai alargam a torre até a base. Se está fininha, jogue os próximos três no centro.

3. Corte pequeno vale mais que corte grande

Quando você sabe que está um pouco fora, clique mesmo assim e aceite a fatia. Um corte fino são alguns pixels de torre. Um clique atrasado e em pânico é uma mordida.

Ranking, recordes e o menuzinho de ajustes do Trimora

Na tela inicial ficam Ranking e Recordes. Recordes é o pessoal: Melhor pontuação, Maior sequência de perfeitos, Encaixes perfeitos e Partidas, guardados só neste aparelho. O ranking é o online: o estúdio lista as melhores torres do dia, da semana, do mês e de todos os tempos, e deixa você escolher um nome e ver quem está logo à frente.

Dei uma espiada no Ranking, olhei as melhores torres de relance e fechei logo, que nem quem passa em frente ao prédio mais alto da cidade e finge que só estava procurando o ponto de ônibus. Minha torre ainda é puxadinho. Voltei pro Jogar, que é onde panda se sente em casa.

A folha Meus recordes do Trimora mostrando Melhor pontuação 12, Maior sequência de perfeitos 4, Encaixes perfeitos 10 e Partidas 1, guardados só neste aparelho

PolarzinhoPlacar que só eu vejo é o único em que eu sou líder absoluto e ainda ninguém reclama.

Meus recordes guardados no aparelho.

O ícone de ajustes no canto pausa o jogo e abre uma folhinha com, entre outras coisas, Vibração, Menos movimento, um seletor de Efeitos (Baixo, Médio, Alto) e os botões de idioma. Se o computador estiver ofegante, baixe os Efeitos. Troquei de idioma durante os testes e os três funcionaram nos menus, rótulos e resultados.

Pra quem é o Trimora? E o único probleminha

Se você gosta de arcade de um botão, pausas de cinco minutos e ver uma torre ficar mais bonita conforme fica mais alta, é pra você. Serve pra quem odeia tutorial, porque o manual é uma frase, e pra quem se estressa fácil, já que nada fica contando tempo no canto da tela.

O probleminha, falando com carinho: é um verbo só, pra sempre. Se você quer upgrades, fases ou inimigos, não tem. Sem relógio, a pressão mora inteira na sua cabeça, um lugar bem sem educação pra pressão morar. E quando a torre fica alta a câmera deixa os andares de baixo saírem da tela, então você perde de vista de onde começou. Eu aceito a troca pelas estrelas, mas é uma troca.

Perguntas rápidas sobre o Trimora

O que acaba uma partida de Trimora?

Errar a torre por completo. Uma sobreposição parcial só corta a laje.

Tem cronômetro?

Não. Soltar cedo pra ganhar tempo só custa largura, então paciência sai de graça.

O que é um encaixe perfeito?

Um clique em que a laje cai quase exatamente em cima da torre, então nada é cortado. No meu teste, errar por uns sete pixels numa tela full HD ainda contava.

Preciso baixar ou criar conta?

Abriu no meu navegador e eu joguei sem conta.

Pontos positivos e negativos do Trimora

Bora construir a sua torre

Abra o Trimora aqui na Polar Games, aperte Jogar e deixe a primeira laje passear uma vez antes de encostar em qualquer coisa. Depois solte no centro o mais certinho que conseguir. O céu começa a mudar mais cedo do que você imagina.

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